Em maio, um painel do FDA recomendou a aprovação do remédio para a
prevenção em pessoas não contaminadas; no Brasil remédio já foi
registrado pela Anvisa
16 de julho de 2012 | 15h40
AFP
O FDA (agência americana que regula medicamentos e
remédios) anunciou a aprovação do Truvada, do laboratório Gilead
Sciences, como a primeira pílula para ajudar na prevenção do HIV em
alguns grupos de risco.
"Truvada deve ser usado em profilaxia anterior à exposição
combinada a práticas de sexo seguro para prevenir infecções do HIV em
adultos de alto risco. É o primeiro fármaco aprovado para essa
indicação", disse a FDA.
Truvada está no mercado americano desde 2004 com tratamento para pessoas infectadas, em combinação com outros remédios.
Em maio, um painel do FDA recomendou a aprovação do remédio para
a prevenção de pessoas não contaminadas, após pesquisas comprovarem que
o remédio reduz o risco em homossexuais entre 44% e 73%.
A pílula é considerada como uma nova e potente ferramenta contra
o vírus HIV, mas alguns especialistas temem o incentivo a
comportamentos de risco.
Brasil
No País, o remédio foi registrado pela Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) em maio. Isso não significa, porém, que a
droga passará automaticamente a ser usada para tratamento de pacientes
com HIV ou indicada antes de relações sexuais desprotegidas com
parceiros soropositivos ou com situação sorológica desconhecida.
LONDRES, 21 Jun (Reuters) - O
mundo ainda não viu uma forma mortal do vírus da gripe aviária que
possa se espalhar facilmente entre humanos e provocar um surto global,
mas isso não significa que não vai acontecer, disseram cientistas nesta
quinta-feira.
Depois de estudarem quinze anos de dados sobre o vírus da gripe
aviária na natureza, os pesquisadores disseram que algumas cepas já
estavam a meio caminho de adquirir um punhado de mutações necessárias
para se transformar em uma forma que poderia provocar uma devastadora
pandemia em humanos.
"As mutações... remanescentes poderiam evoluir em um único
hospedeiro humano, fazendo de um vírus que se desenvolve na natureza uma
ameaça potencialmente séria", disse a jornalistas Derek Smith, que
liderou a pesquisa da Universidade de Cambridge na Grã-Bretanha.
Atualmente a gripe aviária, ou o H5N1, pode ser transmitido de
aves para aves, e de aves para humanos, mas não de humanos para humanos.
Quando passa de aves para humanos é geralmente fatal.
Dois estudos anteriores, de pesquisadores nos Estados Unidos e na
Europa, descobriram que com apenas cinco mutações o vírus H5N1 pode se
tornar transmissível pelo ar entre mamíferos, potencialmente incluindo a
transmissão de pessoa a pessoa.
O trabalho deles causou controvérsia porque eles manipularam os vírus no laboratório para produzir novas cepas mutantes.
Até agora os cientistas não estavam certos se essas mesmas mutações poderiam se desenvolver na natureza.
Mas o pesquisador Colin Russell disse que o estudo que fez com
Smith, publicado na quinta-feira no periódico Science, mostrava que era
possível.
"Vírus que têm duas dessas mutações já são comuns em aves, o que
significa que há vírus que teriam que obter apenas três mutações
adicionais em um humano para se tornar transmissível pelo ar", ele disse
a repórteres.
Até agora, o vírus H5N1, que foi detectado pela primeira vez em
Hong Kong em 1997, já infectou dezenas de milhões de patos, gansos,
galinhas e outras aves. As pessoas que foram infectadas - até agora
houve 606, das quais 357 morreram - o foram, na maior parte, por ter
contato próximo com as aves.
A Liga de Infectologia da UFSCar convida a todos para a "Discussão clínica: Doenças Oportunistas Pulmonares", a ser realizada no dia 19 de abril de 2012 (quinta-feira), às 19h30min, no Anfiteatro do Departamento de Medicina da UFSCar (área norte).
O evento contará com a participação da Profa. Sigrid De Sousa dos Santos, docente do DMed, em que palestrará sobre as doenças oportunistas pulmonares que mais acometem o paciente soropositivo para HIV. E ainda, irá tirar dúvidas dos ouvintes.
O público-alvo é de estudantes e profissionais da área da saúde, mas o evento é aberto a todos os interessados.
As inscrições devem ser realizadas enviando e-mail para linfu.ufscar@gmail.com, com nome completo e e-mail para contato.
O Brasil avança em novos tratamentos de combate à tuberculose para atingir as metas estabelecidas dentro dos Objetivos do Milênio definidos pela ONU, depois de ter sido um precursor no método de diagnóstico de uma doença que mata 1,5 milhão de pessoas por ano no mundo.
O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, celebrado anualmente em 24 de março, ganha um significado especial para os brasileiros neste ano em que são lembrados os 50 anos da morte do brasileiro Manuel Dias de Abreu, inventor da abreugrafia, uma das grandes contribuições do país à medicina mundial, que o levou a ser indicado ao Prêmio Nobel cinco vezes.
No entanto, o País que já foi uma referência no combate à doença ainda convive com ela, integrando a lista de 22 nações que concentram 80% dos casos no mundo, com cerca de 4.600 casos por ano, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).
A redução dos casos detectados até 2015 é um dos requisitos brasileiros dentro dos Objetivos do Milênio, definidos no ano 2000 pela ONU.
No começo do século XX, a tuberculose era uma epidemia no país e não havia políticas de controle eficaz ou tratamento. "Cerca de 50% das pessoas que contraíam tuberculose morriam em dois anos, se a doença evoluísse. Hoje existe a perspectiva do tratamento", explicou Miguel Aiub Hijjar, diretor do Centro de Referência Hélio Fraga, no Rio de Janeiro.
A descoberta de medicamentos veio nos anos 40 e o número de casos começou a reduzir, graças também à melhoria das condições de vida. Em 1936, o médico Manuel Dias de Abreu criou uma espécie de raio-X simplificado que oferecia um diagnóstico rápido e barato e que ficou conhecido como abreugrafia.
"A utilização do raio-X comum era dificultada pela falta de recursos que evitassem a contaminação", explicou a especialista em história da tuberculose, Dilene dos Santos. "A abreugrafia virou exame diagnóstico de massas, principalmente nas décadas de 70 e 80, quando era requisitado na admissão a empregos".
Atualmente, acredita-se que 1/3 da população mundial tenha tido contato com o bacilo de Koch, causador da tuberculose.
Esta semana, uma aliança global contra a tuberculose anunciou o primeiro teste clínico de um novo tratamento para a doença, tanto na forma clássica quanto nas resistentes aos antibióticos, que será realizado no Brasil, e em países como África do Sul e Tanzânia.
A Aliança Mundial para o Desenvolvimento de Medicamentos contra a Tuberculose (TB Alliance), financiada por governos e fundações como a Fundação Bill e Melinda Gates, indicou que uma nova combinação de drogas promete avanços.
Para Hijjar, os maiores desafios no tratamento são a sua associação com a Aids, que aumenta a incidência, a persistência da pobreza e o abandono do tratamento.
"A média de abandono no Brasil é de quase 11%, quando o aceitável é 5%", afirmou.
O tratamento deve ser realizado durante seis meses e o abandono leva à resistência aos medicamentos. Na tuberculose multirresistente, se estende por dois anos ou mais.
Atualmente, as pesquisas avançam em três direções: na redução desse tempo, na busca por uma vacina recomendada para adultos e por diagnósticos mais rápidos e modernos, como o GenXpert e Genotype MTBDR plus, substituindo a tradicional baciloscopia, utilizada desde sua invenção, no século XIX.
Carlos Basilia, diretor do Fórum de ONGs Tuberculose RJ - que reúne mais de 200 organizações não-governamentais com diferentes áreas de atuação -, lembrou que a tuberculose ainda têm muitos estigmas.
"Há uma invisibilidade do problema e das pessoas com tuberculose, ao contrário da dengue, por exemplo", afirmou.
Entre os sintomas da tuberculose, estão: tosse persistente há mais de 3 semanas, com presença ou não de catarro ou sangue, perda de apetite, emagrecimento, febre baixa no fim do dia e suores noturnos. Quando apresentado um desses sintomas, é aconselhável procurar o serviço de saúde para que seja feito um exame de escarro.
Já estão abertas as inscrições para a 8ª edição do Congresso Paulista de Infectologia, que acolherá na cidade de Campos do Jordão, de 16 a 19 de maio de 2012, os profissionais da área de infectologia de São Paulo e de todo o Brasil. Este é um dos principais eventos da área no Brasil e terá como tema “A importância da Infectologia no cenário atual”.
De acordo com a Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), a programação científica contará com assuntos atualizados, controversos e interessantes, a serem apresentados e debatidos por renomados professores e pesquisadores paulistas, nacionais e internacionais. A partir das conferências, simpósios, controvérsias e discussão de casos, os participantes terão oportunidade de enriquecer seus conhecimentos sobre os principais temas da Infectologia clínica, terapêutica e preventiva.
8º Congresso Paulista de Infectologia Local: Convention Center – Campos do Jordão/SP
Promotor: Sociedade Paulista de Infectologia
Data: 16 a 19 de maio de 2012
Site oficial: www.infectosp2012.com.br
Os jovens gays de 15 a 24 anos são o principal foco da campanha do Ministério da Saúde para o carnaval deste ano, porque, de 1998 a 2010, o percentual de casos na população homossexual de 15 a 24 anos subiu 10,1%, conforme boletim epidemiológico de 2011. O conceito da campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”.
Ela será veiculada em dois momentos: a partir do dia 13, antecipando o carnaval, com alertas para o uso responsável do preservativo, e no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste.
A grande novidade do carnaval deste ano é um pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval. Outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.
Abaixo, postamos o vídeo da campanha para o Dia Mundial de Luta contra a Aids 2011 feito pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.
Com o enfoque em jovens gays, a campanha combate o preconceito contra soropositivos e homossexuais. Você é preconceituoso?