quarta-feira, 22 de junho de 2022

 Deficiência de vitamina D prevê mortalidade hospitalar de 30 dias de adultos com COVID-19


Short Communication
Vitamin D deficiency predicts 30-day hospital mortality of adults with COVID-19

https://doi.org/10.1016/j.clnesp.2022.05.027

Abstract

Background & aims

Several studies have shown conflicting results for the relationship between vitamin D deficiency and COVID-19 outcomes. Here, we aimed to evaluate whether plasma 25(OH)D levels predict mortality in adults admitted with COVID-19, considering potential confounders.

Methods

We conducted a retrospective cohort study that included 115 adults (age 62.1 ± 17.6 years, 65 males) admitted to a Brazilian public hospital for severely symptomatic COVID-19. Subjects were classified into two groups according to their plasma levels of 25(OH)D: sufficiency (≥50 nmol/L) and the deficiency (<50 nmol/L). The diagnosis of COVID-19 was performed using real-time polymerase chain reaction (qPCR). In addition, direct competitive chemiluminescence immunoassay assessed serum 25(OH)D levels.

Results

The all-cause 30-day mortality was 13.8% (95% CI: 6.5%–21%) in the group of patients with sufficient plasma 25(OH)D levels and 32.1% (95% CI: 14.8%–49.4%) among those with deficient plasma 25(OH)D levels. Cox regression showed that plasma 25(OH)D levels remained a significant predictor of mortality even after adjusting for the covariates sex, age, length of the delay between symptom onset and hospitalization, and disease severity (HR = 0.98, 95% CI: 0.96–1.00; p = 0.02).

Conclusion

Vitamin D deficiency predicts higher mortality risk in adults with COVID-19.

Keywords

COVID-19
SARS-CoV-2
Vitamin D
Mortality



Link para o artigo


quarta-feira, 25 de maio de 2022

 

Capacitação sobre a Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas AgudasPFA/Poliomielite

CVE - Estado de São Paulo

A capacitação sobre a Vigilância Epidemiológica das Paralisias Flácidas Agudas-PFA/Poliomielite é um evento promovido pelo Centro de Vigilância Epidemiológica por meio da Divisão de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, com a finalidade de qualificar os procedimentos de vigilância das PFA/Poliomielite adotados no estado de São Paulo, dada a necessidade de sensibilização da rede frente a situação epidemiológica de circulação do poliovírus e detecção de casos internacionalmente e o risco de reintrodução desse no território nacional.

O evento tem como público-alvo todo profissional de saúde que trabalhe com vigilância epidemiológica ou assistência à saúde em geral, e estudantes da área da saúde.

Esse será transmitido AO VIVO através do YouTube pelo canal da Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) no dia 01 de junho, das 09h às 11h, e as inscrições já estão abertas: https://doity.com.br/capacitacao-sobre-a-vigilancia-epidemiologica-das-paralisias-flacidas-agudaspfapoliomielite

Recomendamos que os participantes realizem a inscrição para que possa ser gerado certificado, o qual só será emitido diante o preenchimento do formulário de presença que será disponibilizado durante a transmissão no YouTube. 

Para ter acesso a programação completa acesse o site: https://doity.com.br/capacitacao-sobre-a-vigilancia-epidemiologica-das-paralisias-flacidas-agudaspfapoliomielite



quarta-feira, 8 de setembro de 2021

 
 

 DIA DA CONSCIENTIZAÇÃO DAS DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS
24/09/2021 (sexta
-feira) - 09h às 12h

 
  
 
 Inscrições: linfu.ufscar@gmail.com

 

sábado, 3 de julho de 2021

quarta-feira, 9 de junho de 2021

 

Fatores Associados ao diagnostico de infecções sexualmente transmissiveis e HIV em população predominantemente universitária no Brasil

Research Article

[Factors associated with sexually transmitted infection/HIV diagnosis among a predominantly university population in Brazil]

Isabella GO Bomfim1,  Sigrid DS dos Santos2, Cíntia M Ruggiero3, Anamaria A Napoleão1 and SANCAHIV &
1. Nursing Department, Universidade Federal de São Carlos Center of Biological Sciences and Health, São Carlos, Brazil
2. Department of Medicine, Universidade Federal de São Carlos Center of Biological Sciences and Health, São Carlos, Brazil
3. São Carlos Chronic Infection Care Center, São Carlos, Brazil

Resumo
No Brasil, o aumento da prevalência da infecção pelo HIV em jovens torna fundamental o conhecimento de sua distribuição nas comunidades universitárias. Neste estudo transversal, avaliamos o impacto das campanhas de testagem para DST / HIV nos campi universitários de 2013 a 2017. Os participantes participaram de testes rápidos para HIV, sífilis, hepatite B e C e sessões de aconselhamento. No total, 2.691 pessoas participaram das campanhas. Destes, 79,4% eram solteiros e 50,3% mulheres. A mediana de idade foi de 24 anos e 77,9% dos participantes tinham ≥12 anos de educação formal. A maioria relatou ter feito sexo desprotegido no último ano (87,4%). As taxas de positividade para HIV, sífilis, vírus da hepatite B e vírus da hepatite C foram 0,56%, 1,20%, 0,19% e 0,11%, respectivamente. As características associadas à infecção pelo HIV foram ser homens que fazem sexo com homens (HSH) (aOR = 12,06; IC 95% = 3,83–37,99) e ter <12 anos de escolaridade (aOR = 3,28; IC 95% = 1,03–10,38) . Os fatores associados à soropositividade para sífilis foram idade avançada (aOR = 1,06; IC 95% = 1,03–1,09), múltiplos parceiros (aOR = 2,44; IC 95% = 1,08–5,50) e HSH (aOR = 5,40; IC 95% = 2,49-11,72). A positividade para hepatite B tendeu a diminuir com os anos de teste (p = 0,023) e para hepatite C a aumentar com a idade (p = 0,035). Nosso estudo observou uma alta vulnerabilidade à infecção por HIV e sífilis em uma comunidade universitária, que precisa de uma estratégia de prevenção precoce, incluindo testes regulares, educação sexual continuada, fácil acesso a preservativos e profilaxia pré e pós-exposição ao HIV.


Link: https://doi.org/10.1177/0956462421997251

Rede de São Carlos de Testagem para HIV (SANCAHIV) &: 
PROGRAMA MUNICIPAL DE DST/AIDS: Cintia Martins Ruggiero,  Isabella Gerin de Oliveira Bomfim, Conceicao Walsimary Justa Uchoa,  Fabiana Sayuri Tanikawa, Ana Maria Zabeu, Wania Cristina de Souza Moraes, Daniela Maria de Oliveira Falcão, Daniela Cristina Gomes, Márcia Milani, Lais Fernanda de Souza Pizzi, Vera Lúcia Simões Campos, Karla Elisabeth Hoffmann Rodrigues, Alessandra Cristina de Oliveira, Stefanie Leda, Bianca Bolzan Cieto, Ana Lúcia Bernardo Soares, Adriana Aparecida Blanco Minatti, Calógeras Antônio de Albergaria Barbosa, Carlos Fischer de Toledo, Bárbara Rezende Martins, Robson Poul L Tiossi; UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS (UFSCar): (a) Departamento de Assistência à Saúde: Marta Maria Troiano Cury (b) Departamento de Enfermagem: Simone Protti, Roseli Moralez de Figueiredo, Anamaria Napoleão,  Isabella Gerin de Oliveira Bomfim, Mariana Ramos da Silva, Amanda Alessandra dos Reis, Ana Carolina Belmonte Assalin, Silas Zil, Rafaela Camila Freitas da Silva (c) Departamento de Medicina: Sigrid De Sousa dos Santos, Silvana Gama Florêncio Chachá (d) Liga de Infectologia da UFSCar: Glória Selegatto, Lucas Sales Fidelis, Olívia S. Zanetti, Alexandre Botelho de Paula, Abner Carnizello Souza, João Lucas Dourado do Val (e) Departamento de Psicologia: Moira Scorse, Thales Cervi Mariana Gonçalves Fabrício, Camila Almeida Pinho, Renan Aparecido da Silva Reis, Luana Alves Corrêa; UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP): Helen Cristina Pedrinho; CENTRO UNIVERSITÁRIO CENTRAL PAULISTA (UNICEP): Tânia Maria Marcondes, Denise Gili Ferreira, Andrea dos Reis Fermiano; ETEC PAULINO BOTELHO: Cleide Maria da Costa, Cristiane Leite de Almeida, Jandira Ferreira da Silva, Gláucia Regina Lopes Negre.


domingo, 4 de outubro de 2020

 Vacinas contra Coronavírus-19


FONTES: Jama Network Learning e Science


Atualmente há diversas iniciativas para a produção de vacinas contra o SARS-CoV-2: desde vacinas convencionais, em que nosso organismo é estimulado a produzir uma resposta imune após ser exposto a antígeno do próprio vírus, até vacinas genéticas. 

As primeiras vacinas contra vírus foram desenvolvidas com o cultivo do vírus dentro de ovos embrionados, como as vacinas contra gripe. Os vírus cultivados eram então inativados (mortos) ou atenuados (enfraquecidos)  (Figura 1). 

FIGURA 1. Cultivo de vírus em ovos embrionados para produção tradicional de vacinas




Atualmente o cultivo do vírus  para produção de vacinas utiliza outros tipos de culturas de células. A vacina CoronaVac, desenvolvida pela Sinovac/ Instituto Butantan utiliza em sua produção o cultivo em células Vero e a inativação pela β-propionolactona (Figura 2). 

FIGURA 2. Produção de vacinas inativadas ou atenuadas contra Coronavírus-19
FONTE: http://www.lozierinstitute.org/


No entanto, há uma nova geração de vacinas em desenvolvimento contra o SARS-C0V-2 que não utilizam mais cultivo viral para sua produção, utilizam como antígeno-alvo apenas o antígeno da proteína da espicula viral (Spike, ou proteína S) (Figura 3). A proteína S que é responsável pela interação do vírus com a célula humana, pelo receptor da enzima conversora da angiotensina 2 (Figura 4)

 FIGURA 3. Proteína SPIKE, base das vacinas contra COVID-19




FIGURA 4. Interação do SARS-CoV-2 com a célula humana


Há quatro tipos de vacinas contra o coronavírus-19 de nova geração em estadio mais avançado de desenvolvimento (Figura 5):

FIGURA 5. Vacinas em desenvolvimento contra coronavirus-19 de nova geração




1. Vacinas genéticas
   a. RNA mensageiro (Moderna/NIH e Pfizer/BioNTech) 
   b. DNA
2. Vacinas de vetor viral
   a. Vetor viral defectivo (Oxford/AstraZeneca e Johnson & Johnson/Janssen)
   b. Vetor viral competente (Merck/ IAVI)
3. Vacinas de subunidades proteicas
4. Partículas vírus-like


Na vacina de RNA mensageiro, o mRNA precisa atingir o citoplasma das células hospedeiras onde será produzida a proteína S. Na vacina de DNA, o DNA precisa entrar no núcleo (Figura 6). Então, esse material genético é utilizado pela maquinaria da célula, e a célula expressa a proteína S. A proteína é então reconhecida pelo sistema imunológico, estimulando uma resposta imune. O mRNA não pode atravessar facilmente as membranas celulares e é muito suscetível à degradação. Em ambas as vacinas, o mRNA é envolto em nanopartículas lipídicas. As vacinas de RNAm estão em ensaios clínicos fase III.

FIGURA 6. Mecanismo de ação das vacinas de DNA e de RNAm


Nas vacinas de vetor viral, utiliza-se outro vírus para carrear o material genético que codifica o antígeno, neste caso a proteína spike (Figura 7). O objetivo é induzir imunidade contra o antígeno alvo - a carga genética adicionada. Essas vacinas também podem induzir imunidade contra o próprio vírus vetor. Os vírus usados ​​como vetores são atenuados ou enfraquecidos, de modo que não podem causar doenças. Os vetores podem ser defectivos, incapazes de replicar, ou competentes, capazes de replicar.

FIGURA 7. Mecanismo de ação das vacinas de vetor viral defectivo





Há três vacinas sendo testadas contra SARS-CoV-2 que utilizam a tecnologia de vetor viral. A vacina ChAdOx-1, desenvolvida pela Universidade de Oxford e AstraZeneca, usa um adenovírus 5 de chimpanzé. A vacina Ad26.COV2 da Johnson & Johnson/ Janssen utiliza o adenovírus humano 26. Em ambas as vacinas, o vetor carrega o DNA que codifica a proteína S, mas não o exibe em sua superfície. Quando o vírus infecta uma célula hospedeira, ele entrega o DNA ao núcleo; a maquinaria da célula então expressa a proteína S, de forma semelhante a que vimos com as vacinas genéticas. E como esses vetores de adenovírus são defeituosos na replicação, depois que o vírus infecta uma célula, nenhum outro vírus é produzido.

A vacina rVSVΔG-SARS-CoV-2, desenvolvida pela Merck/ IAVI usa o vírus recombinante da estomatite vesicular (rVSV). Em humanos, esse vírus causa infecção assintomática ou leve doença gripal. Parte do genoma de RNA foi substituído pela codificação da proteína S. Ao contrário dos adenovírus, o vetor rVSV exibe a proteína S em sua superfície. Depois que o rVSV infecta uma célula hospedeira, a maquinaria da célula expressa a proteína S. No entanto, como o rVSV é competente para replicação, esta plataforma simula um ataque viral real (Figura 8).

FIGURA 8. Mecanismo de ação das vacinas de vetor viral competente



A maioria dessas vacinas já terminou as fases I e II, necessitando ainda passar pela fase III de desenvolvimento (Figura 9).

FIGURA 9. Fases dos Ensaios Clínicos com Vacinas


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